Thursday, October 26, 2006

Bay leaf, qual folha de louro



Acontece a muitos projectos. Passam por fases de maior entusiasmo, e de menor entusiasmo. O estrujido também. Não se fiem nele! Às vezes encontram-no acrescentado todos os dias, outras estagnado por meses. Não que a vida não corra lá fora, porque corre. Foram novos países, novas pessoas, velhas preocupações, foi um outono ameno, foram as taxas moderadoras, foram as SCUTs, foi o programinha da Maria Elisa ontem à noite, foi um dia com gripe para me resolver a voltar cá. Confesso que andava com uma certa resistência. Mas nada como algo de novo, umas folhas de louro a acrescentar ao estrujido, para lhe apurar o sabor. Não as deixem esturricar se tentarem! Até breve.


It happens with many projects. They go through phases, some more exciting than others. Estrujido does not stand as an exception. Do not trust it! Sometimes you may find something new on a daily basis, but estrujido can also remain the same for months. Not that life is not running out there. It is running, indeed. New countries, new people, old worries, a mild autumn, the NHS job cuts, the projections for Blair's succession, the amazingly poor movie "The Queen" more about Di's scandal than anything else. It took a day with a cold to come back here. Must say I was repressing that move. But nothing like something new, some bay leaves to add to the estrujido, to strength its flavour. Do not let them burn, if you try this. See you soon.

Thursday, October 12, 2006

pois!

Monday, October 02, 2006

Saturday, September 02, 2006

Final scene

"Esta noche rodamos la escena final. Me he levantado rodeado de un silencio denso, muy especial. Como si mientras me duchaba y vestía estuviera interpretando mi propia historia. En esta última secuencia intervienen los personajes de la Abuela (Carmen), la Hija (Penélope) y la Vecina (Blanca-Revelación Portillo). En la escena sólo se escucha el viento. Los personajes murmuran y no hacen ruido al caminar por la calle o por el amplio pasillo de la casa de Agustina, la vecina.

He planificado la secuencia en mi habitación con un silencio apenas roto por la voz de María Bethanía (Bom día, tristeza) y Maysa Matarazzo (Meu mundo caióu). La escena final es una escena de bienvenida, despedida y condena. No puedo desvelar los detalles, pero de nuevo me siento como el personaje de Kathleen Turner, llorando tontamente sobre lo que escribo. Las tres mujeres se necesitan, se acompañan, se ayudan, pero la soledad de cada una de ellas es profunda como las raíces de un árbol antiquísimo. Y yo siento esta triple soledad sobre mis hombros como un peso liviano y a la vez insostenible."

Pedro Almodovar, Diarios de rodage de Volver
Website, also in English and French

Estrella Morente - La cancion

The initial scene



Almodovar's sensitiveness to very peculiar aspects of the latin way of life. Taking care of the dead. Could be in Portugal. Even if you don't believe in god, it is something that passes from generation to generation, that you see your grandparents doing and find yourself involved in. Suddently, in the Renoir Cinema in London, I was closer from home. But that's just me.


Wednesday, August 30, 2006

1,2,3 Action



Will give you three reasons to go and watch it. Tomorrow and friday.

Thursday, August 24, 2006

curious



about how you feel his photographs. See more.

Tuesday, August 22, 2006

waiting line


Sometimes life is like that. A calm limbo where the past no longer exists, where the present is led by a sweet expectation of a near future, aware of a much longer and challenging one waiting in the docks upon arrival. Lately, I’ve been thinking a lot about the way we deal with time. Someone asked me if I was given the chance to have a super power, what would it be. I want to be wherever I want by just clicking my fingers. That’s space and time. And wishes. Or control?

Sunday, August 20, 2006

Arabic Love



The beginning of a sunday afternoon (rainy) in the British Museum is a happy discovery. The exhibition "Words into Art: Artists of the Modern Middle East" sure is of good value, with a perfect timing and good messages. Well done the curator (sorry, have to say - Venetia Porter, a woman)! Above the amazing round reading room (one of the musts of the BM), one navigates through a carefully thought path of discovering Arabic calligraphy, words, meaning, art and modern artists from the Middle East. Fortunately for those not living in London, the exhibition is online through the BM website in partnership with the Birzeit University, Palestine. Have a look. Four parts. First, sacred script, where you can see are first introduced to the Arabic calligraphy. Some of the scripts made me think about the Chinese calligraphy, made with long and single movements producing very human and beautiful traces of ink. If was with confirmatory surprise that I've seen the "Ya Rahim", drawn by a Chinese Muslim artist - after all, the two touch each other. Then, you can see words coming together with meaning, in the second part - literature into art. In here you find the image which I decided to put here, the illustration of a poem written by Ibn al-Arabi, a Sufi master and writter, written as love poems for a young girl (but, apparently, they are in fact allegories to divine love) . In the third part - deconstructing the word, all gets more complex, one sees how words can unfold and become detached from their meaning, turned into abstract art. Very clever, beautiful, revealing, it broadens our perceptions of words and art in a very subtle but terribly meaningful way. Finally, history, identity and politics, seen by the eyes of the artists, on the war in Iraq, Israel and Lebanon, amongst others. Leave you with the translation to English of the text in the image: "I follow the religion of Love: whatever way Love’s camels take, that is my religion and my faith." The single word hubb (‘love’) is isolated in blue. Interpret as you like.

Tuesday, August 15, 2006

The return



Back to
London after a week in the sun with family, friends and dog, and a cancelled flight. At 3am last night Gatwick airport was packed of police officers with guns running around screaming excuse me!. No need for apologies. Thank you.

Saturday, July 29, 2006

Belgais



Coincidência ou não escrevi sobre Belgais há pouco tempo aqui. E vai que surge outra polémica na área cultural em Portugal. Uns dizem isto, outros tentam esclarecer e dizem isto. Mais uma vez acredito que no meio está a virtude. De qualquer forma, leiam as opiniões de dois leitores do Público. Isto de poder comentar online as notícias dos nossos jornais é engraçado!

Thursday, July 27, 2006

Rivoli

E-mails, um abaixo-assinado e um comunicado da câmara do Porto despertaram curiosidade para o tema. Eis que uma fatia da sociedade se manifesta contra a concessão de exploração do Rivoli a entidades privadas. Alguns, sempre atentos, alertaram para a importância de ouvir o outro lado da questão. E o outro lado diz que o valor no último mandato anterior para a gestão do Rivoli foi de cerca de 11 milhões. Segue-se a comparação com outras áreas consideradas prioritárias para o actual executivo: apenas metade deste valor para a reabilitação das escolas básicas (5,5 milhões de euros), um pouco mais do que isso foi dedicado à acção social, que inclui o projecto Porto Feliz entre muitos outros (7,3 milhões de euros), o Gabinete do Desporto recebeu cerca de 6,7 milhões de euros e o total das Juntas de Freguesias recebeu cerca de 13 milhões de euros, tanto como o Rivoli e o Teatro do Campo Alegre juntos. Estou com duas dúvidas.

1) Por favor algum economista esclareça – 11 milhões para o Rivoli mas que representaram apenas 2.5 milhões de custos líquidos para a autarquia? De qualquer forma, há que explicar radicalismos. Passar de 11 milhões para 0 (ou mesmo para algum lucro, a câmara exige 5% da bilheteira). Gostava de ver uma descrição detalhada do orçamento estimado por áreas prioritárias para o actual mandato, tal como o apresentado para o mandato anterior. Para onde irão esses tais 11 milhões, se os houver? E falando no Porto Feliz, vale a pena relembrar a recente polémica no parlamento relacionada com auditoria financeira do projecto e com os seus resultados.

2) A câmara pretende entregar a exploração do Rivoli a uma companhia de teatro. Engano-me ou as companhias de teatro em Portugal enfrentam problemas financeiros suficientes e mais do que subtilmente exploradas deveriam ser claramente apoiadas? Só mais uma coisa: os 300 dias de espectáculos por ano que a câmara pretende exigir à tal companhia, estarão eles vinculados a condições semelhantes às dos subsídios?

Monday, July 24, 2006











disseram-lhe que era tempo de dar

domingo às mãos. grafou no punho

o último anzol,

encolheu-se entre as algas estendidas,

mapas enxutos de sal,

o seu corpo rolava com os seixos


nada divide os filhos da água.


Renata Correia Botelho

um dos poemas da autora publicados no n.º 2 da revista literária TELHADOS DE VIDRO, à venda em boas livrarias e na Fnac.

Sunday, July 23, 2006

ana teresa pereira



Há cinco anos atrás ganhei uma amiga açoreana, que conheci nas disputas por um estágio no IPO do Porto. Uma reunião na faculdade. Eu e ela ficámos até ao fim, não arredámos pé, enquanto víamos os outros perder a paciência e decidir por um outro estágio qualquer. Olhámos uma para a outra como quem diz "quero mesmo isto, porra, não me lixes!". Abriram duas vagas e ficámos as duas. Foi um ano em cheio, é bom trabalhar com quem se gosta, descobrir alguém. Tens de ler Ana Teresa Pereira. Comprei um livro (a coisa que sou) e deliciei-me com a forma onírica e feminina como essa autora madeirense "desenhava" cruzamentos na vida das personagens. Aqueles que acontecem raramente, com os quais se sonha sempre. Ficámos unidas, eu a Renata e a Ana Teresa Pereira, por mais um elo, também ele feminino: Iris Murdoch, da qual Londres me aproximou. Mas voltando à base e sem me expandir muito mais. Ana Teresa Pereira escreve no Público, de vez em quando. Ainda não li mas o último foi prémio P.E.N. Clube Português de Ficção em 2004 - se nos encontrarmos de novo (capítulo 1 e 2, português, english). Saudades Renata.

Saturday, July 22, 2006

Thursday, July 20, 2006

Gulbenkian 50 anos



Quem dos três foi bolseiro da Gulbenkian?

Wednesday, July 19, 2006

velhinha

Às vezes, muitas, lembro-me de ti.

“Se essa velhinha fosse a mãe que eu quero, a mãe que eu tinha…”

Festival Monsaraz Museu Aberto

Falando de passado, presente e futuro, o festival bienal de Monsaraz vale pelos três. Foi numa edição passada do festival que descobri o sítio, ouvi concertos de olhar o céu e pensar que tudo é um momento, perdi a timidez e ouvi uma caneta percorrer o cd mais precioso para mim (já sabem, Astrakan Cafe), perguntar o meu nome e escrever algo que até hoje não sei o quê. Vi uma vila (ou aldeia, ou cidade, ou terriola) transformar-se em adro dançante com saltos de infância de Rui Horta. Vi que a criatividade surge no meio do nada ou muito pouco, emerge de um grupo se conhece e constroi em plano um anfiteatro em água, num vale alentejano. Voltei em Janeiro deste ano e segui o rasto das janeiras, Vitorino, Janita e descobri um grupo de amigos no Redondo (em Redondo). Um grupo que toca jazz e conta com um velhinho que se apaixonou por mim (disse ele).

Vale a pena ver a abertura deste festival no sítio, porque Monsaraz se tem transformado e se transforma cada vez mais em museu aberto. 22 a 30 de Julho. Um museu lindo que espero continue no futuro.

Tuesday, July 18, 2006

now seriously on Israel

THE private conversation between Bush and Blair overheard at the G8 summit.